NÃO DERRUBANDO NADA — EM DOBRO — COM DESALMADO E SURRA NO CCJ

A história de hoje não vai surpreender ninguém, dado o padrão aqui já estabelecido, mas: ontem passei pelo desafio de não derrubar nada no palco do CCJ com duas bandas em cima dele (Surra e Desalmado). Duas vezes mais cabos e fios, duas vezes mais coisas para serem derrubadas. Duas bandas e mais o público de ambas com permissão (e incentivo) pra subir no palco. Fotografar tudo isso desviando do dobro de pessoas e saindo do quadro do vídeo — enquadrando e focando tudo em contraluzes que vinham de todos os lados, e juro: de cima e de baixo também.

Foi uma boa oportunidade pra colocar em ação um truque antigo que eu não usava em show há uma boa década: a foto em preto e branco pra controlar a bagunça.

surralmado_pb_4.jpg

Uma coisa que a foto em P&B facilita muito pra mim é manipular o uso de espaço negativo — mesmo quando parece que não é tanto espaço assim — simplesmente pra dar uma desafogada na quantidade de informação da imagem. Eu jogo um gradiente preto e voilà.

Eu costumava usar muito P&B em dupla exposição também, pelo mesmo motivo, e no caso de ontem era literalmente informação demais — se eu não prestasse atenção no que tava fazendo, ia acabar com quatro baterias na foto (sim, imagina tudo isso + o pânico de tropeçar em algo e fazer uma performance de dominó + a frustração de perder a foto enquanto cai de cara no chão).

 O   Leeo   nunca vai admitir, mas sentou pra não tropeçar em fio…

O Leeo nunca vai admitir, mas sentou pra não tropeçar em fio…

E já que, assim como eu consegui chegar ao final do show sem derrubar nada, você conseguiu chegar até aqui (obrigada), toma mais foto, agora em cores:

 Não se deixe enganar pelo design duvidoso dessa camiseta do Celtic Frost, o   Gui   é responsável pelo cartaz do show, bonitão, aqui embaixo.

Não se deixe enganar pelo design duvidoso dessa camiseta do Celtic Frost, o Gui é responsável pelo cartaz do show, bonitão, aqui embaixo.

não derrubando nada em Londres com o Sepultura — a saga segue em versão internacional

Mentira.
Não tinha nada pra derrubar em Londres com o Sepultura — mas só porque eu não subi no palco.

Fotografei do pit da KOKO, uma (hoje) casa de shows aberta como teatro em 1900. 

De lá pra cá, o prédio em Camden Town teve um monte de nome e um monte de função e abrigou bandinhas fuleiras tipo The Clash e Rolling Stones (com direito a disco ao vivo), foi palco pro primeiro show da Madonna no Reino Unido, e o Bon Scott foi visto na área enchendo a cara — pela última vez. A Disney também usou o lugar pra fazer um Hannah Montana Live in London mas essa parte a gente vai deixar aqui no final do parágrafo porque ninguém vai ler mesmo.

A última (única) vez em que eu tinha fotografado com limite de três músicas foi no Lollapalooza de 2015* então eu tava desacostumada (sou inexperiente) e confesso que queria pelo menos mais 10 minutos por ali, mas fiquei satisfeita com o resultado. 

*essas fotos do Lolla eu vou colocar aqui um dia — não tem porquê falar "em breve" já que três anos se passaram né.

lá fora -1ºC e neve...